Exposição discutirá utilização de tecnologias 3D na conservação

Já falei em outro post sobre a utilização de impressoras 3D na área de conservação e restauração. Agora, o Rio de Janeiro irá abrigar uma exposição sobre o tema e, aliado à mostra, será realizada uma oficina gratuita sobre o tema. Ela acontecerá 1° de setembro, data de abertura da exposição “Remodelando a História”, no Centro Cultural Fundação Getúlio Vargas. Uma pena eu não estar por lá. Mais informações em:

http://emap.fgv.br/RHR-2014/workshopPt.html (Oficina)

http://emap.fgv.br/RHR-2014/indexPt.html (Exposição)

 

Exposição “Remodelando a História”
Onde: Centro Cultural FGV – Praia de Botafogo 186 – Botafogo
Quando: de 2 de setembro a 31 de outubroFuncionamento: segunda a sábado de 10h às 19h.
Entrada: gratuita

Análise do aplicativo Sismu

sismu

Finalmente baixei o aplicativo Sismu para testar. Lançado emjunho deste ano por uma empresa gaúcha fornecedora de Sistemas Computacionais para museus, ele tem como objetivo oferecer informações sobre as instituições museais brasileiras a partir da localização do usuário. Sinceramente, não gostei.

Para começar, ele não detectou a minha localização como prometia, logo, precisei selecionar minha cidade entre as cadastradas. Além disso, ao escolher minha cidade (Salvador) no idioma inglês, o app não ofereceu as opções de museus em Salvador e, sim, no Rio Grande do Sul.

Outra questão é o cadastramento das instituições. Como ele deve ser feito pelos próprios museus ao invés, por exemplo, de utilizar o banco de dados do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), são poucas as opções existentes.

Não posso afirmar com certeza, mas parece que não existem os campos “Horário de Funcionamento” e “Valor” para serem preenchidos por quem cadastra. Logo, as informações fornecidas ao usuário do aplicativo são somente “Resumo Histórico”, “Telefone” e “Endereço”.

Em resumo, como falei inicialmente, o Sismu deixou bastante a desejar. Como é algo recente, vamos aguardar para ver se ele será aperfeiçoado com o tempo.

Google Art Project e museus brasileiros

art project

Para quem ainda não conhece, o Google possui o Google Cultural Institute. Em parceria com museus, instituições culturais e acervos históricos, o Instituto desenvolve vários projetos on-line, dentre os quais o Google Art Project. Através dele é possível acessar imagens de obras de arte em alta resolução e “passear” virtualmente por esses aparelhos culturais.

No Brasil, é possível ter acesso ao conteúdo das seguintes instituições: Fundação Iberê Camargo, Inhotim, Instituto Moreira Salles, Museu de Arte Moderna de São Paulo e a Pinacoteca do Estado de São Paulo. A Pinacoteca, inclusive, disponibilizou recentemente suas obras em um aplicativo para Android. Para baixar clique aqui.

Páginas de museus brasileiros no Google Art Project:

Fundação Iberê Camargo
Inhotim
Instituto Moreira Salles
Museu de Arte Moderna de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo

Além disso, é possível ver arte de rua de São Paulo.

 

 

Pinturas rupestres já desaparecidas detectadas através de tecnologia

Adoro pintura rupestre. Sempre que visito algum lugar onde sei que tem alguma por perto, dou um jeito de ir apreciar. Então, vi essa notícia mês passado e, embora seja de junho, acho que ainda vale a pena postar.
Pesquisadores espanhóis, através de uma técnica desenvolvida para outros fins, conseguiram descobrir figuras que já eram invisíveis ao olho humano devido a deterioração dos pigmentos. Embora eles afirmem que a tecnologia não seja nova, essa aplicação é muito interessante, principalmente se puder ser ampliada para outros setores. Seria muito legal, por exemplo, usar algo do tipo para detectar pinturas anteriores feitas em uma obra de arte ou o já desaparecido conteúdo de uma carta.

Veja mais em:

http://www.huffingtonpost.es/2014/06/15/arte-rupestre-invisible-_n_5492612.html

Fonte: Proyecto Sigarep

Fonte: Proyecto Sigarep

Fonte: Proyecto Sigarep

Fonte: Proyecto Sigarep

Utilização de impressoras 3D na produção de réplicas

Há alguns meses, uma profissional da área de Restauração convidada para ministrar uma aula na minha universidade falou rapidamente sobre seu desejo de utilizar impressoras 3D para criar réplicas. Hoje, ao acessar o Facebook pela manhã, vi essa notícia, publicada na fanpage do Instituto de Conservação Canadense.

“To commemorate Canada History Week from July 1-7, CCI is featuring conservation treatments and projects every day. In 1985, a metal cross was discovered in the remains of a forge at the site of the 17th-century Colony of Avalon, located in Ferryland, Newfoundland and Labrador. The cross, called the Ferryland Cross, was brought to CCI in 2005 for evaluation and was determined to be made of iron, gold and brass. Due to active corrosion, the cross was rapidly deteriorating, and a replica was made for study using 3D printing technology. View an X-ray of the cross as well as pictures of the original cross and replica.”

Tradução livre: Em comemoração à Semana de História do Canadá, entre 1 e 7 de Julho, o Instituto de Conservação Canadense – CCI está apresentando todos os dias tratamentos de conservação e projetos. Em 1985, uma cruz de metal foi encontrada nas ruinas de uma forja do século 17, na Colônia de Avalon, em Ferryland, Terra Nova e Labrador. A cruz, chamada Cruz de Ferryland, foi levada ao CCI em 2005 e uma avaliação detectou que ela era feita de ferro, ouro e cobre. Devido a corrosão, a cruz começou a se deteriorar rapidamente e então uma réplica para estudo foi criada utilizando tecnologia de impressão 3D. A imagens mostram um raio-x da cruz assim como imagens da cruz original e da réplica.

Achei interessante, pois havia pensado no uso da réplica para interação do público com o acervo, mas não como instrumento de estudo. Achei bem legal e irei pesquisar mais sobre o assunto para postagens futuras.

Fonte: Fanpage do Instituto de Conservação Canadense (CCI)

Fonte: Fanpage do Instituto de Conservação Canadense (CCI)

Fonte: Fanpage do Instituto de Conservação Canadense (CCI)

Fonte: Fanpage do Instituto de Conservação Canadense (CCI)

cci3

Fonte: Fanpage do Instituto de Conservação Canadense (CCI)

O uso da nanotecnologia na restauração de papéis

Tenho milhões de coisas para postar, porém não tive muito tempo ultimamente para fazer isso. Então irei aproveitar hoje para postar essa notícia que me interessa – e ao mundo, claro! -, pois trata justamente da área que eu quero seguir “Conservação e Restauração de Papel”. O título é “Nanotecnologia e géis químicos aplicados à restauração de papel” e foi encontrado no blog de uma profissional da área.

Para aqueles que não leem em inglês, dá para entender o texto com a tradução do Google Tradutor (basta lembrar também do que aprendemos em Química na escola). A autora faz referência a um projeto europeu chamado Nano for Art, que estuda o desenvolvimento de nanomateriais e tecnologias para a preservação e conservação de bens artísticos. Vale a pena!

http://ritaudina.com/en/2014/06/24/nanotechnology-chemical-gels-applied-to-paper-restoration/

Museus no Facebook

Sigo alguns museus no Facebook e estou bastante feliz com o que tenho visto. Desde que o meu envolvimento com a área começou, há cerca de 13 anos, penso nas dificuldades de comunicação com o público e na falta de recursos financeiros dessas instituições. É muito legal observar como alguns museus brasileiros estão conseguindo dar a volta por cima nessas questões utilizando as redes sociais.
Sei que em alguns casos há profissionais de comunicação e/ou marketing por traz disso (o ideal), mas também tenho noção de que isso não é realidade para a maioria e que, mesmo assim, estão se saindo muito bem. Parabéns às nossas instituições!

Algumas páginas de museus e instituições de cultura que curto :

 

Museu Eugênio Teixeira Leal

Museu Afro-Brasileiro UFBA

Centro Técnico do Teatro Castro Alves

Museu Histórico Nacional – Divisão Educativa

Museu de Arte Sacra da UFBA

Conselho Estadual de Cultura da Bahia

Rede de Educadores em Museus – Bahia

Pinacoteca de São Paulo

Museu Carlos Costa Pinto

Faculdade São Bento da Bahia

Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia – IPAC

Museu de Arte Sacra de São Paulo

Instituto Brasileiro de Museus – IBRAM

Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – DIMUS/IPAC

Doc-Expõe Gestão Museológica e Documental